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Observatório das Empresas

5G

Como o 5G irá mudar o futuro da agricultura

Nell Lewis, CNN Business

Londres (CNN Business) - O 5G tem o potencial de alterar um grande número de indústrias, incluindo uma das mais antigas do mundo: a agricultura.

As redes 5G da próxima geração podem ser 100 vezes mais rápidas que as 4G, tornando a comunicação entre dispositivos e servidores muito mais rápida. O 5G também pode transportar muito mais dados que outras redes.

Isto faz com que esta tecnologia seja a ideal para transmitir informação de sensores remotos e drones, ferramentas importantes que estão a ser testadas pelos agricultores. O 5G também está a ajudar a automatizar os processos agrícolas.

Drones que usam 5G estão a ajudar a melhorar a produção de batata na Holanda. E, no Japão, há sensores 5G que são usados para monitorizar a temperatura da água e a concentração de sal em quintas de ostras.

Coleiras 5G

A iniciativa do RU 5G RuralFirst lançou em março uma aplicação para smartphone denominada “Me + Moo”, que permite aos agricultores rastrear uma vaca "conectada" e receber atualizações diárias sobre a saúde e o comportamento do animal.

O sistema, que está a ser testado em vacas no Agri-Epi Center, em Somerset, Inglaterra, é financiado em parte por uma doação do governo do Reino Unido e apoiado pela empresa de tecnologia Cisco (CSCO).

As vacas usam coleiras conectadas através do 5G que enviam inúmeros dados para a aplicação, desde o que comem até ao modo como dormem. Os agricultores podem ver a informação instantaneamente e transmiti-la a veterinários ou nutricionistas.

"Isto proporciona a tranquilidade de saber que as vacas estão felizes, saudáveis e que se comportam normalmente, permitindo também o alerta precoce se estiverem a ficar doentes, prenhes ou se necessitarem de ser diagnosticadas", afirmou o gerente do projeto, Duncan Forbes.

Os apologistas do 5G argumentam que, como as quintas abrangem grandes áreas de difícil monitorização, o setor agrícola está bem posicionado para beneficiar da recolha remota de dados.

Esta tecnologia poderá ajudar os sistemas de irrigação a ligarem na hora ideal do dia, ou fazer com que o gado seja pastoreado em áreas que fornecem a melhor nutrição. Ao melhorar a eficiência, será possível produzir mais alimentos.

No entanto, para fazer a diferença, o 5G precisará primeiro de ser instalado em áreas rurais.

A automatização é importante

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) prevê que, para cobrir a crescente população mundial, o planeta precisará de cultivar mais 70% de alimentos em 2050 do que em 2009.

“Para dar resposta a esta procura, os agricultores precisarão de novas tecnologias para produzir mais a partir de menos terra, com menos mão de obra”, afirma um relatório da organização.

É aí que entra a automação.

Em 2017, outro projeto 5G RuralFirst tornou-se o primeiro no mundo a plantar, cultivar e colher com sucesso uma produção sem que um só humano pisasse o campo.

Tratores autónomos colocaram as sementes, drones com sensores monitorizaram as plantações e pequenas máquinas recolheram amostras para avaliar que fertilizantes e pesticidas aplicar e onde.

O projeto, denominado Hands-Free Hectare, relatou outra colheita bem-sucedida em 2018. Agora, vai ainda mais longe ao usar a tecnologia 5G para aumentar a precisão e a eficiência na pulverização de colheitas.

"Isto ajudará não só a tornar a agricultura sustentável, mas também a torná-la mais fácil e menos exigente para os agricultores", afirmou Jonathan Gill, pesquisador da Universidade Harper Adams, relativamente às inovações.

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cnn-business