Vodafone Stories

O que vem a rede é inovação

Cuidar em contacto

Quando o tempo abranda, mas a vida continua em movimento, a tecnologia pode fazer toda a diferença. Em Caldas da Rainha, ela tornou‑se um elo vital entre 75 séniores e quem cuida deles, reforçando segurança e autonomia, dentro e fora das suas casas.

Para lá do corta-vento de vidro instalado à porta, a vida no condomínio residencial do Montepio Rainha D. Leonor, em Caldas da Rainha, flui ao seu próprio ritmo. Alguns séniores assistem sentados ao programa da manhã na televisão. Outros estarão ainda dentro dos seus apartamentos, depois do pequeno-almoço. Outros, ainda, movimentam-se em afazeres nos corredores e outras dependências do edifício.

Estejam onde estiverem, há algo que acompanha sempre cada um dos 75 utentes que aqui vivem, senhoras na sua maioria: um pequeno dispositivo eletrónico de cor preta, do tamanho de um porta-chaves, com um botão incorporado. Seja preso à ilharga, em cima da mesa de cabeceira, ao pescoço ou no andarilho, este é um dos "fios" que os liga a quem deles cuida, independentemente do seu grau de autonomia.

É graças a esta solução de teleassistência, com funcionalidades como alerta SOS, comunicação de voz, sensor de queda ou GPS, que é possível dar segurança reforçada e prestar apoio imediato a quem precise de auxílio, à distância do premir de um botão. Um acompanhamento 24 horas por dia em qualquer lugar, dentro ou fora do condomínio, que ajuda até a prevenir e solucionar situações de desorientação ou perda.

"Passámos a poder transmitir mais segurança aos utentes, se alguma coisa de adverso lhes acontecer", explica Marta Reis, diretora técnica do condomínio residencial. Esta nova solução, implementada em 2022, veio solucionar limitações do antigo sistema de teleassistência, que só funcionava dentro dos apartamentos. "Noutros sítios - corredores, jardim - os utentes não conseguiam acionar a ajuda", acrescenta.

Além disso, o dispositivo Care Tracker passou a ser o botão "universal" para todas as comunicações à distância entre utentes e staff, para ajuda em tarefas tão corriqueiras como a ida à casa de banho, pedir um copo de água ou ajudar a mudar o canal de televisão.

Um salto tecnológico

Nos finais da II Guerra Mundial, quando nasceu a maioria dos utentes deste condomínio residencial (a média de idades ronda os 80 anos), a norma nas comunicações no mundo era o telefone fixo, o telégrafo e a rádio; a televisão ainda não tinha entrado nas nossas salas, mas já se projetavam os primeiros grandes computadores e satélites experimentais. O Portugal rural e atrasado em que cresceram, ainda que já estivesse ligado além-mar por cabos telegráficos submarinos, estava umas boas décadas atrás neste progresso: se a rádio era rainha, telefonar era uma prática muito reduzida a alguns.

A tecnologia por perto dá sensação acrescida de segurança. "Tenho o aparelho, se me sentir mal, chamo," afirma Alice de Carvalho

Um oceano de diferenças, se comparado com a facilidade com que Alice de Carvalho consegue hoje, premindo um simples botão, entrar em contacto praticamente imediato com quem pode auxiliá-la. Para onde quer que vá, Dona Alice - que antes de vir em 2022 para o condomínio viveu sempre em Olho Marinho, freguesia agrícola do concelho de Óbidos -, não larga o "Chamo", como apelida o dispositivo. "Está sempre ali preso", diz, apontando para o andarilho que a ajuda a movimentar-se.

Para Paulo Ribeiro, a solução implementada “traduz-se em tranquilidade diária, sabendo que existe uma rede de apoio ativa, disponível e pronta a agir em qualquer momento”. Enquanto se reforça a autonomia dos utentes sem os retirar do seu ambiente habitual, reduz-se a ansiedade e aumenta-se a perceção de proteção e bem-estar, acrescenta o presidente do Conselho de Administração do Montepio Rainha D. Leonor.

Ao contrário da solução anterior, que despertava todos os telefones do edifício, o fluxo de aviso é segmentado e direcionado: quando há um alerta, transmitido pelo dispositivo através da rede móvel Vodafone, a primeira pessoa a recebê-lo é a auxiliar que está no piso. Em caso de indisponibilidade, a cadeia de contactos prossegue para a coordenação de auxiliares, para a enfermagem e finalmente para a receção - o centro de comando que reencaminha para a pessoa mais próxima do utente. Um circuito que garante atendimento a todos. "Primeiro, olharam para isto com alguma estranheza, mas o processo de adaptação foi rápido. Ficam tranquilos, por exemplo, por causa do sensor de queda, que liga automaticamente se eles caírem", diz Marta Reis.

É o caso de Efigénia Santos, moradora no condomínio há dez anos e que experimenta dificuldades de equilíbrio com alguma frequência. Geninha - como prefere ser tratada - esteve ela própria ligada à evolução do mundo das comunicações no País - foi secretária de direção das Páginas Amarelas em Lisboa, nos tempos áureos da lista telefónica de empresas e serviços, impressa em papel amarelo. Diz que não vai a lado nenhum sem o dispositivo de teleassistência: "Quando vou às Caldas às compras, levo-o comigo. E isto funciona em Lisboa: já carreguei [no botão] e contactei com elas [auxiliares]", afiança.

Presente quando é preciso

São múltiplos os casos em que a solução já ajudou. Um utente muito autónomo, que todos os dias ia a sua casa no centro da cidade, tropeçou, caiu, e o sistema foi ativado. O condomínio mobilizou uma enfermeira, chamou a ambulância e encaminhou o paciente para o hospital. Noutro caso, um utente que tinha ido aos correios sentiu-se mal: foi a própria funcionária do balcão a premir o botão SOS. Noutra situação ainda, um utente tinha saído das instalações e ficou incontactável durante algumas horas. A possibilidade de geolocalização, reservada a casos de emergência, permitiu identificar onde estava, felizmente livre de perigo.

Embora nunca tenha precisado de premir o botão SOS, Ivone Branco mantém o dispositivo sempre por perto, por segurança.

Até as dificuldades de locomoção ao nível dos joelhos a impedirem de subir e descer escadas normalmente, Ivone Branco vivia num prédio no centro de Caldas da Rainha. No centro da cidade, fez a sua vida. "Ajudava os meus pais numa taberna, ali na praça da República. Trabalhava muito. Depois aprendi a bordar, a fazer tudo. Fiz o meu enxoval e o da minha filha", conta. Há dois anos no condomínio residencial, Dona Ivone faz questão de continuar a ter a autonomia de sempre. Embora nunca tenha precisado de premir o botão SOS, mantém o dispositivo sempre por perto, por segurança.

A solução Care Tracker, suportada pela rede móvel da Vodafone, chega hoje a cerca de 700 utilizadores e mais de 50 instituições no País, e tornou-se numa das ferramentas centrais no cuidado diário dos utentes deste condomínio residencial. Paulo Ribeiro vê na relação com a operadora “uma parceria estratégica” para criar “soluções de teleassistência mais robustas, escaláveis e alinhadas com o futuro da saúde e do envelhecimento ativo” e uma “nova geração de cuidados mais conectada, mais inteligente e verdadeiramente centrada nas pessoas.”

Para o responsável, “o futuro passa por antecipar e não apenas reagir. Integrar inteligência artificial que permita prever riscos, ligar estes dispositivos aos sistemas clínicos e transformar a teleassistência numa verdadeira plataforma de saúde preventiva e personalizada - Montepio One Health”.

Mas, no presente, o efeito positivo já se faz sentir, e até fora de portas. "As famílias aceitaram muito bem, pela sensação de segurança. E os utentes também, pela facilidade de comunicar", afirma Marta. "Sinto-me mais feliz. Sinto-me descansada. Tenho o aparelho, se me sentir mal, chamo," acrescenta Alice de Carvalho. "E a minha família diz-me a mesma coisa. Dizem: 'Ó filha, isto até é bom para a gente!", conclui. Tenhamos que idade tivermos, o fio mais importante que nos une ao longo da vida continua a ser mesmo esse: o de nos mantermos ligados aos outros.

Efigénia Santos encontrou na teleassistência um apoio para dificuldades de equilíbrio: "Quando vou às Caldas às compras, levo [o dispositivo] comigo. E isto funciona em Lisboa"

Primeiro, olharam para isto [dispositivo] com alguma estranheza, mas o processo de adaptação foi rápido. Ficam tranquilos, por exemplo, por causa do sensor de queda, que liga se eles caírem" - Marta Reis, diretora técnica

Sabia que...

O Montepio Rainha D. Leonor cumpre 166 anos em 2026. Além do condomínio residencial, que abriu em 2011, dispõe de um lar e de uma casa de saúde, conceito que esteve na génese da instituição.

Cerca de 50 pessoas trabalham no Condomínio Residencial do Montepio, de enfermeiros a auxiliares e administrativos, passando por animadores, fisioterapeutas, assistentes sociais e manutenção.

A solução de teleassistência Care Tracker, que abrange 75 pessoas nesta instituição, chega a cerca de 700 utilizadores de mais de 50 instituições em todo o País.

Entre as funcionalidades desta solução estão: alerta SOS, comunicação de voz, sensor de queda ou GPS, que permitem acompanhamento 24 horas por dia em qualquer lugar.